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segunda-feira, 29 de junho de 2015

O USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICO

          

     O uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil é alarmante, quando comparamos os dados obtidos por órgão fiscalizadores. São resultados que revelam que apesar das orientações e fiscalização, o uso de substâncias proibidas é presente nos agrotóxicos usados, e o uso acima dos limites aceitáveis se configura em uma preocupação por parte das autoridades competentes.
        Diante de tal situação, o governo tem se preocupado com a presença desses resíduos acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR) permitidos nos alimentos. São ingredientes ativos que causam toxicidade e que podem levar danos a saúde humana, desde problemas neurológicos até um desenvolvimento de câncer. Como também se configurar um quadro de irregularidades no Brasil, devido aquisição de produtos não registrados e/ou não permitidos, prejudicando então, diversos setores da sociedade.
     Programas como o PARA, Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos que é um programa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), vêm desenvolvendo análise de amostras de diversos alimentos em diversos Estados, obtendo resultados que, revelam o uso de ingredientes ativos não aceitáveis, substâncias banidas do Brasil ou que nunca tiveram registro por órgãos competentes. Colocando então, a saúde do produtor rural que manipula tais substâncias e do consumidor em risco eminente.
            Com a atuação do PARA se torna mais eficaz a fiscalização e adoção de ações por parte dos governos para minimizar a gravidade, e melhor controle da situação. Pois revelam resultados que alertam a todos sobre questões a serem discutidas no âmbito de projetos e ações para regulamentação do uso de agrotóxicos no Brasil, diminuindo então as incidências de irregularidades encontradas.

            Para tanto existe a BPA Boas Práticas Agrícolas, que orienta a maneira correta da aquisição dos produtos a serem utilizados no campo e sua utilização por parte dos produtores. Seguir essas orientações é prevenir possíveis contaminações ao alimento e conseqüentemente ao consumidor por substâncias tóxicas ao organismo humano.

            Quanto aos consumidores orienta-se que, saber a origem dos produtos, ou seja, origem identificada é obter produtos que passaram por fiscalização e registro de órgãos fiscalizadores e regulamentadores. Lavar bem os alimentos e retirar cascas e folhagens são iniciativas para reduzir os resíduos de agrotóxico nos alimentos. A escolha de alimentos orgânicos, isentos de substâncias químicas se torna uma escolha segura e saudável, visando que nem sempre o processo de lavagem e sanitização dos alimentos viabilizam a total retirada dos resíduos tóxicos. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar



Pessoal uma matéria que saiu no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) alertando sobre os riscos do DMAA encontrado em alguns suplementos. Vale a pena ler a publicação!


"O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).
De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.
“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.
Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.

DMAA

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.
Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.
“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.
Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros."
Matéria  extraída do site da ANVISA.
FICA A DICA: Não faça uso de suplementos sem orientação e acompanhamento do profissional nutricionista.